Quatro hospitais públicos de Pernambuco serão os primeiros do país a receberem a cola de fibrina produzida pela Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) no laboratório da estatal, situado nas instalações da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope). Trata-se de um selante biológico elaborado com o plasma humano que reduz ou detém hemorragias em cirurgias cardiovasculares, hepáticas, ortopédicas e neurocirurgias. Na última segunda-feira, o presidente da Hemobrás Romulo Maciel Filho, o Secretário de Saúde de Pernambuco, Antônio Carlos Figueira, e o presidente do Hemope, Divaldo Sampaio, participaram de solenidade no Hemope, no Recife, para distribuir o produto aos hospitais da Restauração (HR), de Câncer de pernambuco (HCP) e Oswaldo Cruz (HUOC) e ao Pronto Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco (Procape). Em um ano, estas unidade receberão 3,4 litros de cola de fibrina, o suficiente para 680 cirurgias, pois o consumo médio é de 5 mL por procedimento.
A hemobrás, estatal vinculada ao Ministério da Saúde (MS), enviará o produto a partir de 22/10 aos hospitais, sem nenhum custo direto, sendo cada remessa em média de 200 mL. Para o HR, está previsto 1 litro de cola de fibrina por ano para neurocirurgias. Para o HUOC, serão 800 mL para cirurgias hepáticas e transplantes de fígado no mesmo período. Para o Procape, serão 800 mL para cirurgias cardiovasculares ao longo dos próximos 12 meses. Já para o HCP, serão 800 mL para cirurgias de cabeça e pescoço. A expectativa da Hemobrás é, posteriormente, distribuir o selante biológico para outros hospitais públicos de Pernambuco e também de outros estados. Todas seguirão os mesmos pré-requisitos: serão selecionadas pelo MS por possuírem demanda dos procedimentos para o qual o hemocomponente é recomendado, contarem com estrutura para seu correto armazenamento e disporem de profissionais com experiência em seu manuseio.
Até então, a cola de fibrina era obtida exclusivamente por importação e usada, sobretudo, na rede privada, pois o MS tinha dificuldade de adquiri-la devido ao alto custo no exterior- que chega a R$ 1 mil cada mL- e à baixa oferta diante da demanda mundial. A fabricação no Laboratório de Cola de Fibrina da Hemobrás, atualmente em uma área cedida pelo Hemope, será financiada pelo Ministério da Saúde. Com isso, além de oferecer qualidade internacional, a cola brasileira proporcionará economia aos cofres públicos e ampliação do acesso da população à saúde.
Fonte: texto retirado do site da Hemobrás
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