terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Rins: a prevenção pela água


As pedras nos rins já são consideradas epidemia: entre 5% e 12% da população do Brasil têm o problema, que atinge pessoas de qualquer sexo e idade. Cuidados com a alimentação e ingestão de líquido são essenciais na prevenção. A crise ocorreu dez anos atrás, mas a dor vivida está bem fresca na memória do comerciante Joseano Oliveira, de 46 anos. “Fiquei uns 15 dias sentindo muitas dores”, recorda-se. As dores foram causadas por formações mínimas que surgiram sem Joseano perceber em órgãos para os quais ele não dava muita atenção: os rins. O comerciante teve crises de litíase renal, doença conhecida pelos cálculos ou pedras que se formam nos rins.  A litíase renal é problema comum. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), de 5% até 12% da população do País já teve ou terá a doença. Em todo o mundo, a estimativa sobe para 15%. Apesar de não escolher sexo ou idade para se manifestar, o problema é mais comum em homens entre 20 e 40 anos. E na maioria dos casos, a lembrança de quem teve uma crise de litíase é dolorosa. Porque quando as pedras estão “estacionadas” no rim, são imperceptíveis. Mas, quando começam a se deslocar seguindo o fluxo da urina, causam a incômoda e dolorosa cólica renal.
O nefrologista Paulo Rossas Mota explica que os rins são responsáveis, entre outras funções, pela filtragem e eliminação das substâncias tóxicas produzidas naturalmente pelo organismo humano. Entre essas substâncias, algumas muito insolúveis, como o cálcio, o ácido úrico e o oxalato. Quando esses elementos estão muito concentrados na urina, cristalizam-se formando pedras, que nascem presas às paredes internas dos rins.
Mas, se é algo natural, por que não afeta toda a população? Segundo o urologista Galeno Taumaturgo, membro Sociedade Brasileira de Urologia, problemas de metabolismo próprios de cada organismo acarretam a formação dos cálculos: “E algumas pessoas têm tendência a formar cálculo renal”. Essas alterações individuais, somadas a fatores externos - como a alimentação - causam a doença.
O coordenador da Urologia do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Fábio Fernandes Dantas, detalha ainda ser preciso que o pH da urina esteja alterado - ácido ou alcalino demais - para a cristalização dos elementos. “A urina tem faixa de pH. Se sobe muito, precipita cálculo de um tipo; se desce muito, de outro tipo. Quando o pH está muito baixo, precipita ácido úrico. Já alto demais precipita cristais de fosfato”, detalha o urologista.



O que causa
Não há um fator único que explique a formação dos cálculos renais. Para Paulo Rossas Mota, existe predisposição genética (“40% a 60% das pessoas com cálculo têm alguém na família com cálculo”, diz o médico), que não tem como ser alterada, e fatores habituais, como a alimentação e a baixa ingestão de líquidos. O presidente da SBN, Daniel Rinaldi dos Santos, indica que os erros alimentares são os maiores causadores do problema. “Temos uma dieta inadequada, rica em sódio”, aponta. Além do sódio - um dos elementos que compõem o sal de cozinha -, a alta ingestão de proteína, cálcio e ácido úrico também gera formação de pedras. O equilíbrio alimentar, portanto, é o ideal, dizem os médicos ouvidos pelo O POVO. Restringir completamente o cálcio, por exemplo, como era indicado anos atrás, não é o correto. O presidente da SBN indica ainda que o clima no qual a pessoa vive influencia o funcionamento renal. “Em ambiente mais quente, tem mais chance (de ter cálculos). A pessoa está perdendo mais líquido por outras vias e acaba não ingerindo líquido em quantidade suficiente pra repor as perdas”.
 


Fonte: SBN na mídia

Faça sua Pós-Graduação em Nefrologia e garanta 3 certificados ao final do curso!
 
Espaço Enfermagem, há 12 anos um ensino de excelência.
 
GARANTA JÁ A SUA VAGA!





Nenhum comentário:

Postar um comentário