sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Som alto nos fones de ouvido pode causar perda irreversível da audição

os avanços tecnológicos da última década permitiram o surgimento de uma numerosa série de aparelhos eletrônicos. É cada vezmais comum ver pessoas andndo nas ruas, se locomovendo no transporte público ou em veículos próprios e no ambiente de trabalho com fones de ouvido. O som em um volume alto, no entanto, pode causar danos irreparáveis à audição.
Rafael Milanes Greco, otorrino, explica que o uso constante dos fones de ouvido pode causar uam lesão crônica e insidiosa no órgão auditivo. "As pessoas que usam, diariamente, poderão apresentar problemas irreversíveis no futuro. O maior problema é que elas não sabem a intensidade em que está o volume. Muitas vezes é muito elevada. o ouvido já está sendo lesado e o indivíduo nem sabe", explica o médico.
O especialista usa números para mostrar como o nível do som é preocupante. "Quem trabalha em um ambiente com ruído em torno de 85 decibéis, como um barulho feito por um cortador de grama potente, pode ficar lá por oito horas diárias, com proteção. Se aumentar o volume para 90 decibéis, o período permitido já cai para quatro horas. Aumenta um pouco o som e reduz pela metade o tempo de exposição", analisa o otorrino, que considera os fones de inserção, aqueles que ficam dentro da orelha, como 'um pouco piores' do que os demais. "Ele faz uma pressão direta no ouvido, sem escape".
o profissional alerta que os problemas causados pelo uso dos fones de ouvido são eitáveis e atingem principalemente os jovens. também lembra que em alguns casos, as lesões não são perceptíveis. "Muitas vezes, o primeiro sintoma não é uma perda auditiva, pois a frequência afetada é alta e não aquela que utilizamos diariamente para conversar, por exemplo. As pessoas acabam apresentando sintomas como o zumbido, já com perda auditiva", esclarece.
Mas não é apenas o uso dos fones com o som alto que pode causar problemas nos ouvidos. Existe uma série de doenças, congênitas e adquiridas, que causam a perda auditiva. "Temos inpumeras formas de problemas congênitos, como as malformações nas orelhas. A pessoa nasce sem a cartilagem. Também há casos mais sutis, em que o órgão auditivo não está formado. As causas adquiridas estão ligadas a doenças como câncer (exposição a quimio e radioterapia), diabetes, sífilis, na tireoide e aids. E também a casos ocorridos no dia a dia, como um trauma acústico na exposição a volumes de grande intensidade (um estampido de um tiro ou uma explosão) ou causado pelo trabalho em locais com grande ruído", avalia. 

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