Se você anda
esquecido e não lembra onde larga as coisas, a sua perda de memória pode estar
relacionada a problemas do sono. É o resultado de uma nova pesquisa da
Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Os especialistas brasileiros
concordam com essa tese.
Por falta de
memória, o acupunturista Roberto Guarabira quase morreu. “Uma vez entrei na rua
na contramão perto de casa, porque esqueci a localização”, conta.
Andar na contramão,
perder chaves e não lembrar onde estacionou o carro indicam falta de memória
causada por pouco sono e sono ruim. “Nesse período de tempo, quando vinha
dormindo mal, esqueci o celular duas vezes e a carteira no caixa automático”,
disse o acupunturista Roberto Guarabira.
O problema de
Roberto também é o de muita gente de qualquer idade. “Eu comecei em casa: ‘Será
que eu desliguei o gás?’, ‘Fechei a porta?’”, comentou a professora Carla
França.
Dormir pouco e mal
é um problema da vida contemporânea, diz a neurologista Andréa Bacelar. “Eu
estou dormindo mais tarde e acordando mais cedo por necessidade diária, grande
problema do mundo moderno hoje, dormir menos do que se necessita”, afirma.
O sono tem vários
estágios. As fases mais importantes são o sono profundo e o dos sonhos, porque
é durante estes períodos que o cérebro organiza as informações recebidas e
armazena o que é mais importante. Se o sono é interrompido ou fragmentado, a
oxigenação do cérebro diminui e há perda de memória.
“A gente precisa
desses estágios de sono. O sono é fundamental para todos os sistemas:
cardiovascular, endócrino e respiratório. Para a questão mental, é fundamental
para a memória”, destaca a neurologista Andréa Bacelar.
Há muito tempo os
cientistas achavam que existiria uma ligação entre falhas da memória e o sono
interrompido ou sono de má qualidade. A descoberta da universidade americana
abre caminho, não apenas tratamento da memória, mas também para o que possa
parecer pouca inteligência. Alunos que não se lembram do que estudaram e
funcionários que esquecem ordens são exemplos que podem confirmar a pesquisa.
“A média de um
adulto normal é de sete horas de sono. As pessoas que precisam de um pouco mais
outras cinco horas estão bem. Se durmo aquelas cinco horas regularmente, deitar
mais ou menos na mesma hora, acordo na mesma hora, depois disso estou bem,
mentalmente e fisicamente para o meu dia. O indivíduo vai saber quanto tempo
ele precisa”, explica a neurologista Andréa Bacelar.
O acupunturista
Roberto Guarabira encontrou seu próprio tempo e recuperou a memória do que uma
boa noite de sono traz: “Vida boa. Acredito que o sono, neste ponto, foi de
extrema importância”.
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